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Incontinência após retirada da próstata

incontinência após retirada da próstata

Incontinência após retirada da próstata: A incontinência urinária é a perda da capacidade de controlar a micção, isto é, a saída de urina. Após a cirurgia para retirada total da próstata, muito realizada como tratamento para o câncer de próstata, pode ocorrer incontinência urinária como uma das consequências da cirurgia.

A próstata fica abaixo da nossa bexiga e ao redor da uretra. A prostatectomia radical, isto é, a retirada completa da próstata devido ao câncer de próstata, pode causar dano aos nervos e músculos da bexiga, uretra ou esfíncter uretral, que controla a passagem de urina da bexiga para a uretra. Dessa forma, pode gerar ocorrer incontinência urinária.

Se você realizou uma prostatectomia radical, você pode apresentar um tipo de incontinência urinária chamada de incontinência urinária de esforço, isto é, ocorre perda de urina quando você aumenta a pressão sobre a bexiga. As situações mais comuns em que isso acontece são quando você tosse, espirra, faz atividade física, sobe escadas ou tem relações sexuais.

 

É normal ter incontinência urinária após a retirada da próstata?

 

Incontinência urinária após a cirurgia de retirada da próstata não é normal, porém, é um problema comum que pode acontecer após a prostatectomia radical. Deve ser sempre levado em consideração que a chance de ter perda urinária após a cirurgia pode ser influenciada por fatores como a idade, peso, características físicas da uretra do paciente. Além disso, a técnica cirúrgica utilizada também influencia muito no resultado, sendo que as técnicas mais modernas como a cirurgia robótica de próstata têm resultados melhores em relação a continência.

Um dos trabalhos científicos de maior relevância que avaliou esse tema revelou que a taxa de pacientes que apresentavam perda de urina após 12 meses da cirurgia da próstata foi em torno de 20% dos casos.

 

Quanto tempo dura a incontinência urinária após retirada da próstata?

 

Quando o paciente realiza a cirurgia de retirada total da próstata devido ao câncer de próstata, ele usa uma sonda na uretra chamada de cateter de Foley. Essa sonda permanece por 10 a 14 dias em média e tem como utilidade drenar a urina da bexiga e dessa forma, ajuda na cicatrização da uretra após a cirurgia. Após a retirada da sonda, o paciente pode, eventualmente, começar a ter perda urinária que pode levar dias ou semanas para melhorar.

A maioria dos pacientes apresenta melhora da incontinência com o tempo, em até 1 ano após a cirurgia. O tempo que demora para haver essa melhora é extremamente variável.

A realização de fisioterapia e de exercícios do assoalho pélvico, também conhecidos como exercícios de Kegel, ajudam a fortalecer a musculatura dos músculos localizados na base da pelve e contribuem para um processo mais rápido de recuperação do controle da urina. Além disso, os exercícios de Kegel ajudam no controle do funcionamento da bexiga e do intestino. Recomenda-se que esses exercícios sejam feitos diariamente em todos os pacientes que foram submetidos a prostatectomia radical.

Biofeedback pode ser utilizado para avaliar se o paciente está realizando os exercícios de Kegel de forma adequada.

 

Como acabar com a incontinência urinária após cirurgia da próstata?

 

Fisioterapia e exercícios de Kegel funcionam e resolvem o problema da maioria dos homens com perda urinária leve a moderada. Entretanto, alguns pacientes podem te irr perda urinária persistente ou muito severa. Nesse sentido, existem tratamentos cirúrgicos disponíveis para resolução da incontinência urinária grave.

Há, basicamente, dois tipos de cirurgia para correção da incontinência urinária grave após cirurgia da próstata: o sling uretral e o esfíncter artificial urinário. Recomenda-se aguardar 1 ano após a retirada da próstata para indicar algum tratamento cirúrgico de correção da incontinência urinária.

 

Cirurgias para correção da incontinência após retirada da próstata

 

Sling uretral

 

No procedimento do sling uretral, o urologista implanta uma tela sintética ao redor de parte da uretra, movendo a uretra para uma nova posição. Pode haver 80% de melhora com esse procedimento, sendo que alguns pacientes param completamente de perder urina. O sling uretral é um procedimento minimamente invasivo em que o urologista faz somente um pequeno corte no períneo (a região que fica entre o ânus e a bolsa testicular).

O principal risco do sling uretral é retenção urinária após o procedimento, isto é, o paciente não conseguir urinar. Outras complicações possíveis são sangramento, infecção e erosão do sling para dentro da uretra.

 

Esfíncter artificial urinário

 

O esfíncter artificial urinário é usado em pacientes que tem uma incontinência urinária muito severa que não apresentou melhora com os tratamentos mais conservadores. O esfíncter artificial tem 3 partes:

– Um cuff inflável, ou seja, uma espécie de anel, que fica ao redor da uretra. Esse cuff fecha a uretra para prevenir a saída da urina;

– Uma bomba, também chamada de pump, que fica localizada na bolsa testicular (escroto) do paciente. Essa bomba é totalmente interna, não fica visível, e controla a abertura e fechamento do cuff inflável.

– Um pequeno balão regulador de pressão que é colocado no abdome, entre os músculos. O balão pressuriza o sistema, mantém o líquido dentro do cuff inflável uretral sob pressão e assim, mantem a uretra fechada evitando a perda de urina.

Com o esfíncter urinário artificial, o paciente aperta a bomba no escroto quando ele sente vontade de urinar. Dessa forma, ao apertar a bomba, o cuff urinário abre e permite que a urina saia. Quando o paciente termina de urinar, o cuff urinário fecha de novo automaticamente.

O esfíncter urinário artificial gera bons resultados na incontinência após retirada da próstata, com alta taxa de satisfação em 90% dos casos, entretanto, porém haver complicações. Os riscos relacionados a essa cirurgia são a falha do dispositivo (geralmente devido vazamento no líquido do sistema), erosão do cuff para dentro da uretra e infecções.

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Dr. Petronio Melo

CRM-SP 157.598 – RQE 70.725

  • Doutorado pela Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo (USP)
  • Certificação em Cirurgia Robótica pela Intuitive Surgical
  • Membro da American Urological Association (AUA)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

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Dr. Petronio Melo

CRM-SP 157.598

– Urologista, Andrologista e Cirurgião Robótico

– Certificação em Cirurgia Robótica pela Intuitive Surgical (Sunnyvale, Califórnia, EUA).

– Doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

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Dr. Petronio Melo é especialista em Urologia e Cirurgia Robótica e realiza atendimento em seu consultório na Vila Mariana em São Paulo – SP e em Londrina – PR. Agende uma consulta com o Dr. Petronio Melo para esclarecimento de todas as suas dúvidas a respeito de incontinência urinária e outros temas relacionados à urologia.

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